Cinebiografia de Michael Jackson investe R$ 75 milhões em edições para eliminar polêmicas sobre abuso infantil, revela publicação

A cinebiografia de Michael Jackson, intitulada “Michael”, sofreu alterações significativas. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (07), a produção investiu cerca de 15 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente 75 milhões de reais, em refilmagens para eliminar referências às acusações de abuso infantil que estavam previstas na narrativa inicial.

Essa decisão foi tomada após os advogados do espólio do cantor detectarem uma cláusula legal relacionada a um acordo feito nos anos 1990, que proíbe a dramatização de um dos denunciantes. Essa revelação levou o estúdio a reestruturar a obra, resultando na reescrita total do ato final.

No roteiro original, o filme terminaria abordando o escândalo de 1993, quando a família de um jovem de 13 anos acusou Michael Jackson de abusos sexuais. Este incidente teve grande impacto na carreira pública do artista e seria crucial para o clímax da história.

Com as novas diretrizes, essa perspectiva foi completamente eliminada. A nova versão do longa agora se concentra em um aspecto mais otimista da vida de Michael Jackson, finalizando a narrativa em um momento auge da sua carreira, durante a icônica turnê “Bad”, marcada como uma das fases mais exitosas do cantor.

As refilmagens ocorreram ao longo de aproximadamente 22 dias e foram custeadas pelo espólio do artista, que também está colaborando na produção do filme. Além da remoção das acusações, o novo corte modifica o foco dramático da trama.

Dirigido por Antoine Fuqua e com Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, no papel principal, “Michael” está programado para estrear no dia 23 de abril.

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By Casos dos Famosos

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