Wagner Moura brilha na capa da TIME e é destacado entre as 100 personalidades mais influentes do planeta, revelando seus pensamentos sobre Oscar, política e trajetória profissional

Wagner Moura, o baiano que se destaca no cenário global, está vivendo um momento extraordinário em sua carreira. Atualmente, ele figura entre os brasileiros mais reconhecidos internacionalmente.

Recentemente nomeado para a lista “TIME100”, que destaca as 100 personalidades mais influentes do planeta, o ator é também o protagonista da capa da revista. A matéria foi publicada nesta quarta-feira (15) e traz uma entrevista onde ele discorre sobre temas como política, arte e a importância de se manifestar — tanto na vida pessoal quanto em suas atuações.

(Foto: Mark Seliger/ TIME Magazine)

Residindo em Los Angeles, Moura continua expressando suas opiniões sobre assuntos relevantes, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

“Eu sou muito direto. Falo o que penso sem medo. Nunca tive receio de expor minhas crenças, porque essa é a minha essência”, declarou.

Embora “O Agente Secreto” tenha um enredo situado no passado, segundo Moura, ele reflete questões contemporâneas, especialmente para o público americano. Ele observa que há indícios de um avanço autoritário em diversos cenários atuais, com pressões sobre áreas como ciência e pensamento crítico.

O ator ressalta que mesmo sem uma ditadura formal, já existe uma tendência alarmante de controle social e ignorar essa realidade não é uma alternativa viável para ele.

A consagração internacional do filme acompanhou a trajetória de Moura. Após receber o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, ele levou o projeto até o Oscar, onde conquistou uma indicação significativa. Apesar disso, ele afirma que as expectativas nunca foram seu foco principal durante essa jornada.

“Para nós, a mentalidade era: ‘Se ganharmos um Oscar, perfeito. Se não ganharmos, estamos aqui’. Foi algo totalmente inesperado”.

<pCom formação em jornalismo, Moura incorpora esse conhecimento na sua visão de mundo. Embora tenha admitido que talvez não possua a objetividade necessária para seguir na profissão jornalística, ele reconhece que seu olhar crítico e empático foram fundamentais na sua carreira como artista.

Ele enfatiza a relevância da arte como um meio poderoso de conexão e resistência. “Quando regimes totalitários atacam acadêmicos ou artistas e tentam silenciar jornalistas — isso não acontece por acaso”, destacou.

Como cidadão naturalizado americano, Moura também refletiu sobre os Estados Unidos. Reconhecendo suas contradições, ele ressaltou o que considera ser a verdadeira essência do país:

“Para mim, este é um lugar que acolhe indivíduos de diversas origens e foi moldado pela imigração”.

Neste período de grande reconhecimento, o ator já se prepara para vários novos projetos. Entre eles estão o longa-metragem de ficção científica e terror “11817”, destinado à Netflix, além da peça “A Trial — After an Enemy of the People”, coescrita por ele e com planos de ser apresentada na Europa em 2026.

Moura ainda está desenvolvendo “Last Night at the Lobster”, marcando sua segunda experiência como diretor. No filme, atuará ao lado de Elisabeth Moss, Brian Tyree Henry e Sofia Carson. Ele descreve a produção como um “filme natalino político”, centrado nas vidas de funcionários demitidos às vésperas do Natal em uma rede de fast-food.

Adicionalmente, Wagner entrou no universo “Star Wars”, emprestando sua voz ao personagem Brander Lawson na série animada “Star Wars: Maul — Shadow Lord”.

Por fim, Wagner nos proporciona aquele calor especial ao ver mais um artista brasileiro emergindo como referência na indústria e ocupando um espaço merecido no mercado internacional.

A entrevista completa com Wagner Moura está disponível aqui.

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By Casos dos Famosos

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