ABERTURA DE JOGO! Samantha Morton abordou a questão do etarismo que afeta as mulheres em Hollywood e revelou que, após seu papel como Circe em “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan, ficou um ano sem conseguir novos trabalhos como atriz.
Durante sua participação no podcast “Happy Sad Confused” na última segunda-feira (3), Morton comentou:
“Não recebo trabalho há um ano desde que fiz ‘A Odisseia’. Tenho bons agentes e um empresário, mas, no final das contas, eu tenho 49 anos. Acredito que sou uma boa atriz, [mas] existem muitas outras boas atrizes por aí”
Embora reconheça seu talento e experiência, Morton enfatizou que o simples fato de ser uma boa profissional não assegura oportunidades em uma indústria que tende a limitar as possibilidades para atrizes à medida que envelhecem.
Com duas indicações ao Oscar e conhecida por filmes como “Poucas e Boas” (1999) e “Minority Report: A Nova Lei” (2002), ela observou que papéis significativos no cinema têm se tornado cada vez mais escassos:
“À medida que você vai envelhecendo como atriz, oportunidades assim aparecem com muita raridade. Continuo atuando, mas principalmente em produções independentes ou na televisão”.
O convite de Nolan foi crucial para reverter a situação da artista e restaurar sua confiança em continuar sua carreira em Hollywood.
“É sobre esperança e fé. Se você persistir, criar um bom trabalho e as pessoas certas assistirem, talvez tenha a chance de seguir atuando”, refletiu. Morton também compartilhou que ficou emocionada ao saber que o diretor desejava conhecê-la para o projeto.
Ainda acreditando que poderá atuar por muitos anos, Samantha sublinhou a fragilidade da profissão:
“Como ator, você está sempre à mercê de quem contrata você, do que esperam de sua atuação e do que acreditam ser suas capacidades”.
Confira a entrevista na íntegra:
A publicação sobre Samantha Morton, destaque em “A Odisseia”, e suas declarações sobre etarismo: “Não trabalho há um ano” foi originalmente veiculada em PAPELPOP.
