Chris Brown foi declarado negligente e condenado a desembolsar US$ 12,9 milhões — cerca de R$ 67 milhões na cotação atual — em decorrência do ataque de seu cão Hades à ex-empregada doméstica Maria Avila, incidente que ocorreu em 2020. A decisão do júri de Los Angeles foi anunciada na última terça-feira (30).
Além disso, o cantor terá que indenizar dois familiares da vítima por danos emocionais. A irmã de Maria, Patricia Avila, estava presente durante o ataque e recebeu uma compensação de US$ 885 mil, aproximadamente R$ 4,6 milhões. O marido da vítima, Oscar Olivo, foi contemplado com US$ 50 mil, o que equivale a cerca de R$ 260 mil.
O promotor Michael C. Murphy Jr., responsável pelo caso, expressou satisfação com o veredito: “Depois de mais de cinco anos de batalhas judiciais contra Chris Brown, estamos extremamente felizes por termos conseguido justiça para nossa cliente e sua família. Foi uma honra defendê-la”, declarou à Billboard.
Maria Avila foi atacada por Hades, um pastor-do-cáucaso pesando cerca de 90 quilos, enquanto realizava a tarefa de esvaziar o lixo na parte externa da residência de Brown em Tarzana. Ela relatou ter sofrido desfiguração permanente no rosto, cicatrizes extensas, perda parcial da visão e outras lesões, além de desenvolver estresse pós-traumático.
Após o ataque, Chris Brown não ofereceu ajuda nem chamou os serviços de emergência; ele simplesmente pegou um carro e deixou o local. O cantor justificou sua atitude afirmando que desejava evitar um “circo midiático” na chegada da polícia e acrescentou que o cachorro era mantido em sua propriedade para segurança pessoal e não como um animal de estimação.
A estrela do R&B, que atualmente está em turnê com Usher, também afirmou que orientou suas funcionárias a não saírem da casa sem a presença de uma equipe de segurança. Contudo, essa versão foi contestada por Maria e Patricia durante o julgamento.
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