Na última segunda-feira (27), a escritora e roteirista Manuela Dias participou de uma entrevista no programa Jornal da Bahia no Ar, onde comentou sobre o remake de “Vale Tudo” previsto para 2025, exibido pela TV Globo.
A novelista explicou sua decisão de não eliminar a personagem Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, que na versão original da obra criada por Gilberto Braga, termina sua trajetória de forma trágica. Segundo Dias, essa escolha reflete uma crítica à elite e ao poder que se perpetuam ao longo do tempo.
Durante a transmissão ao vivo, ela também destacou que as alterações que implementou no enredo original de 1988 resultaram em um aumento significativo na audiência. “Por meio de pesquisas e do próprio Ibope, ficou claro que as modificações [na trama] eram bem recebidas pelo público. A resistência é natural e até bem-vinda; reclamar não significa descontentamento, mas sim engajamento”, afirmou.
“Não matei Odete Roitman porque a elite não morre. A elite e o poder instituído mudam para continuar igual. É como o capitalismo. Em 180 capítulos, não faria sentido repetir a mesma história. Compreendo a preocupação em relação às mudanças; uma novela tão icônica provoca debates e isso é positivo. A pior coisa é ser indiferente. Sou uma grande admiradora de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva e acredito que eles mereciam um lugar na Academia Brasileira de Letras. Sinto falta de um autor de novelas lá”, completou.
Confira o trecho da entrevista:
A postagem de Manuela Dias sobre “Vale Tudo”: “Não matei Odete Roitman porque a elite não morre” foi publicada originalmente em PAPELPOP.
