Tom Cruise diz que fazer filmes é mais que profissão: “É quem eu sou”

De volta à capa da GQ após 20 anos, Tom Cruise abriu o jogo sobre sua relação com o cinema, os riscos que assume diante das câmeras e o que o mantém motivado depois de décadas de carreira em Hollywood.

Um dos principais assuntos da conversa foi “Digger”, novo filme dirigido por Alejandro González Iñárritu. No longa, Cruise interpreta um magnata do petróleo e não esconde o tamanho do desafio que o personagem representou. Para ele, o papel reúne habilidades que desenvolveu ao longo de toda a carreira. “É a culminação de todas as minhas habilidades. Nunca fiz isso antes”, afirmou. Em outro momento, resumiu a dimensão do desafio: “É o personagem mais desafiador que já fiz”.

Aos 64 anos, o ator continua colocando o trabalho no centro de sua vida. Questionado sobre o que faz quando não está filmando, Cruise revelou que já está pensando no próximo projeto. “Estou me preparando para o próximo”, contou. A relação com o cinema, segundo ele, vai muito além de uma profissão. “Fazer filmes não é o que eu faço. É quem eu sou.”

Essa dedicação também ajuda a explicar a fama de Cruise como um profissional extremamente intenso nos bastidores. Conhecido pelo envolvimento profundo nas produções e pela disposição de realizar cenas de ação cada vez mais complexas, ele não fugiu da reputação quando questionado sobre os rumores a respeito de seu comportamento nos sets. “Os rumores são verdadeiros”, brincou.

O ator explicou que costuma esperar muito das pessoas com quem trabalha e prefere deixar suas expectativas claras desde o início. “Eu espero muito e sou direto sobre isso.” Questionado novamente sobre sua personalidade, foi ainda mais direto: “Não sei o que dizer. Eu sou intenso”.

A intensidade, porém, parece caminhar lado a lado com uma característica que Cruise considera fundamental em sua trajetória: a curiosidade. É ela que o leva a aprender novas habilidades, compreender diferentes áreas do cinema e buscar desafios que ainda não enfrentou.

Ao olhar para a própria carreira, Cruise também rejeita a ideia de que tenha passado por uma transformação radical, deixando os dramas de diretores como Stanley Kubrick e Paul Thomas Anderson para se dedicar às grandes franquias de ação. Para ele, tudo faz parte de um mesmo processo. “Eu nunca vi dessa maneira. É sempre uma evolução.”

Mesmo aos 64 anos, Cruise não demonstra interesse em tratar a idade como uma limitação. Quando questionado sobre o que significa chegar a essa fase da vida, respondeu com simplicidade: “Significa que tenho 64 anos”. Mais importante do que a idade, para ele, é continuar tendo objetivos e coisas que deseja realizar. “Estou vivendo minha vida e sempre tenho sonhos.”

É justamente ao falar sobre o futuro que Cruise resume a filosofia que atravessa boa parte da entrevista. “Sempre há outro sonho”, afirmou. Para o ator, deixar de sonhar representa uma espécie de desistência da própria vida. “Acho que uma pessoa sem um sonho decidiu não viver.”

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By Casos dos Famosos

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